Problema médico: Sendo operado no Canadá.

by - terça-feira, setembro 02, 2014

Quando as coisas dão errado e você tem uma emergência médica, como é a saúde no Canadá?

Os que seguem  o Blog da Dupla já sabem  que em 1 de abril (parece piada de primeiro de abril mas não é) a parte feminina da Dupla teve um acidente FEIO de esqui em Whistler.

Nós esquiamos há muiiiiitos anos e esse não foi o meu primeiro acidente. Eu já tinha tido um estiramento nos ligamentos do joelho direito há 20 anos atrás, já tinha quebrado o polegar direito (que ficou preso na pole durante uma queda), já tinha fraturado uma costela do lado direito (caindo de cara quando o esqui soltou fora de hora), já tinha quebrado a coluna fraturando 2 vértebras importantes (T 12 e L1) num acidente de esqui em Aspen (2004) em que "catei" um poste e  por  2 milímetros não fiquei paralítica.

Dois anos depois dessa fratura de lombar (onde fiquei usando um colete horrível que me prendia "inteira" durante 4 meses, até na hora de dormir),  eu caí numa placa de gelo enquanto esquiava em Courchevel e fraturei as últimas vértebras da coluna _ S2, S3, S4 _  (o cóccix).

Depois disso tudo eu tinha prometido a mim mesma não correr mais. Esquiar devagar... sensatamente.

Mas.... o tempo vai passando  e a gente vai esquecendo o tempo ruim que passou e... lá estava eu de novo, fazendo tudo como se nunca tivesse havido uma queda feia antes.

Então, em janeiro passado nós passamos uma semana em Whistler mas (cá para nós), a neve estava horrível (pouca neve e muito gelo) e  a experiência foi nada boa (apenas o hotel era excelente e tal, mas como "esqui"  estava bem fraco).  Como eu sou (era???) "seca" por esqui, em fevereiro fomos para Aspen (onde vamos anualmente há muiiiitos anos) e eu adorei. Estava tudo perfeito, neve ótima, tudo maravilhoso.  Esquiei "no stop"  durante uma semana.  Devia ter dado a temporada por encerrada. 

Mas... paixão é paixão, não é mesmo?

E eis que... em 1 de abril, um dia "todo-lindo", céu azul de anil, a temporada de esqui quase acabando, e...  lá fomos nós para Whistler. O plano era ir cedo (são duas horas de carro a partir da nossa casa em Vancouver), esquiar, almoçar e voltar no mesmo dia.

Chegamos lá quando os lifts estavam abrindo  (êta fominha!!! rsrsrs)  e esquiamos "no stop" até 1 hora da tarde. A neve na parte alta da montanha estava boa, do meio da montanha para baixo era gelo puro.

Quando deu uma da tarde o marido bem que falou: "Que tal a gente descer, almoçar lá embaixo e dar uma volta pela cidade entes de ir embora?".   Teria sido o ideal.  Mas..... eu adoro o "fish and chips"  da Roundhouse (no alto da montanha de Whistler) e sugeri da gente almoçar lá em cima e depois descer.

Almoçamos.  Comi "horrores".  rsrs

Depois do almoço o marido, novamente, sensato, falou:  "A gente está de barriga cheia, que tal descer de gondola e dar uma volta na cidade?" e eu, FOMINHA que sou, respondi "vamos esquiar só mais uma pista e depois a gente desce esquiando".

Claro que não esquiei nem 200 metros...   As pernas estavam "pesadas" (viagem com mudança de altitude + a esqui ininterrupto a manhã inteira + um prato de estivador com batata frita e peixe)...  fiz uma curva para a direita (rápido, é claro, porque eu deveria estar esquiando devagar...) e quando fiz a curva o corpo foi mas o pé esquerdo ficou preso na neve.  Só ouvi um barulhão assim "t-r-e-e-e-e-e-e-c-k"  (tipo barulho de quando você rasga um pedaço de pano com a mão) e caí no chão com uma &^%$  dor.

As pessoas são gentis e vários pararam na pista e perguntaram se eu precisa de ajuda. A ski patrol foi chamada.  Liguei para o marido (que estava esquiando na minha frente e não me viu cair)  e ele pegou o lift novamente e veio encontrar comigo.

O atendimento:

Ski Patrol veio rápido e embora o rapaz fosse bastante simpático achei o atendimento muito fraco.

Como vocês leram aí em cima, eu tenho "prática" em me acidentar na pista (rsrs) e o atendimento em Whistler nem se compara,  em termos de profissionalismo,  ao que tive em Aspen.

Para começar, em Aspen eles colocam logo uma proteção no pescoço. Em Whistler só colocaram uma tala de madeira (meio tosca) na perna, o que ajudou apenas a  aliviar a dor.

Em Aspen vão dois "patrols"  acompanhando o acidentado : um puxando a maca e outro esquiando logo atrás para resolver qualquer problema que surja.

Em Whistler era um patrol só.

A maca em Aspen é de plástico mas é um plástico mais duro, e creio que colocam um cobertor embaixo da pessoa, então fica mais macio. Em Whistler é um plástico fininho e não tem nada mais. Ou seja, do meio da montanha para baixo onde só tinha gelo, cada bolinha / pedrinha de gelo daquela era sentida pelas minhas costas. Horrível.

O patrol vai esquiando normalmente (fazendo os "s") e como o meu pescoço não tinha recebido nenhuma proteção, com o peso da cabeça e o capacete (tinha que ficar com o capacete) quase deslocaram meu pescoço e no dia seguinte o pescoço doía quase tanto quanto o joelho.

Eu creio que são poucos ski-Patrols trabalhando em Whistler, porque enquanto descíamos tinha alguém também machucado na pista e o patrol parou para atender o rádio e disse que não podia atender porque já estava carregando um (no caso... eu).

O acidente foi láááá em cima da montanha, então demorou um tempão para o patrol chegar na base, e nesse tempo todo eu deitada na maca, com a cabeça vindo primeiro , ou seja, quase que "de cabeça para baixo",  com uma P#*&  dor e com as batatas fritas e o peixe chacoalhando e querendo voar.  Foi PHOdis.

Chegando lá embaixo eu fiquei na maça um bom tempo (claro que fiz um selfie, né?  rsrs)  esperando a ambulância. O Patrol me disse que a ambulância estava com muito movimento porque a montanha estava cheia de gente devido ao dia lindo de sol. Muita gente foi para Whistler para um "day trip".

Com a perna "entalada" pronta para entrar  na ambilância

Finalmente a ambulancia chegou e lá fomos nós para a clínica.

Whistler Clinic: A clínica é.... uma clínica.  Nada comparável a um hospital de verdade.  Mais uma razão para, em caso de acidente, melhor estar em Aspen do que em Whistler.

O médico veio, perguntou o que aconteceu e  nem colocou o dedo na minha perna, o que, com a dor que eu estava, eu achei ótimo (rsrs).   Fizeram Raios-X , me deram algum remédio para dor e depois de muiiiito tempo é que vieram com um saquinho de gelo para eu colocar no joelho.

Em contra partida, no cubículo ao lado do meu, estava sendo atendida uma criança (turista inglesa) e eu conseguia ouvir tudo que falavam lá, e o acidente dela foi igualzinho ao meu: O  pé ficou preso na curva, ouviu o barulho e blah blah blah.   Perguntaram aos pais dela se eles tinham seguro médico e diante da resposta positiva, disseram que ela iria ser transferida por ambulância para o Vancouver General Hospital e qua talvez fosse operada no mesmo dia.

Já comigo...

O médico falou que pelo raios-x ele havia uma pequena fratura na tíbia mas que muito provavelmente eu tinha rompido o ligamento cruzado (mesma coisa que ele falou para os pais da garotinha) e que era para eu procurar a minha médica de família nos "próximos dias".   Nos venderam um par de muletas e um "brace"  (aparelho para deixar a perna imobilizada) que custaram CAD 380.00  e bye bye, arrivederci. 

Quando cheguei em casa meu joelho estava DESTE tamanho!
Coincidentemente, eu já tinha consulta de rotina  marcada com a nossa Family Doctor para o dia seguinte ao acidente.  Fui lá (com a perna gigantemente inchada) me apoiando nas muletas.  Ela também não tocou na perna, nem no joelho, nem nada.  O que, com as dores que eu sentia, eu achei, novamente,  ótimo. rsrs

A Family Doctor  nos disse que uma ressonância magnética iria demorar aproximadamente 10 meses (!!!!) , e que ela iria "tentar"  marcar um especialista em ortopedia "o mais rápido possível" mas que isso iria demorar "alguns meses" (2 a 3).

Não seria possível aguardar 10 meses por uma ressonância, achei isso o fim da picada.

Procurei então por "Ressonância Magnética particular"  e descobri uma clínica aqui em Vancouver que faz. Telefoei e marcaram para o dia seguinte! (Money operates miracles!).  Custou 850 dólares mais taxas.  O laudo ficou pronto na mesma hora, logo após o exame.  O médico veio,  explicou o que ele encontrou no exame e entregou um pen drive com as imagens e uma folha de papel com o laudo impresso.

Ele veio com uma cara muito séria e disse o que eu já imaginava:  O acidente foi gravíssimo, o meu menisco rasgou e virou ao contrário, ficando na posição conhecida como "alça de balde"  (bucket handle tear),  alem disso o meu ligamento medial sofreu uma lesão de "nível 2"  (a escala vai  de 1 a 3, sendo que nível 2 significa que houve rompimento parcial do ligamento) e ainda, para completar, o meu ligamento cruzado anterior rasgou e segundo o laudo apenas 40% das fibras permaneceram intactas. Ele foi categórico ao dizer que "com certeza"  eu teria que ser operada.  Um acidente onde essas três importantes estruturas são comprometidas é algo muito grave e recebe inclusive um nome em inglês: "Unhappy Triad"  ou ainda "Terrible Triad" .

Saí de lá e telefonei  para a Family Doctor dizendo que eu precisava vê-la ASAP. A clínica, mesmo sendo particular, manda o exame para ela diretamente pela internet.

Consegui a consulta com a médica de família dois dias depois  de feita a ressonância, e ela disse que iria fazer a requisição para que eu tivesse a consulta com um cirurgião ortopedista,  e que me ligariam dando a data da consulta.

A consulta  com o cirurgião ortopedista aconteceu três semanas depois da requisição feita pela Family Doctor.

Foi no Vancouver General Hospital e as instalações são excelentes.  Fui examinada por um residente, e é claro, o lance de puxa a perna para lá, puxa a perna para cá, etc, doeu paca.  Depois do residente veio o cirurgião (que nem tocou em mim) e ele disse que teríamos que "esperar"  porque muitas vezes esses problemas de menisco se resolvem "sozinhos" e que os ligamentos ficariam "assim mesmo".  Segundo ele, o ligamento medial não é operado nunca, pois fica bom sozinho; o ligamento cruzado só é operado em atletas de competição com idade em torno de 20 anos, então, resumindo, ele me mandou procurar uma clínica de fisioterapia e voltar lá em junho (10 semanas após essa consulta) para uma reavaliação e que, caso a perna "trancasse" e eu não conseguisse dobrar o joelho, era para eu ir diretamente para a emergência do hospital E foi só.
Vancouver General Hospital, Consultório de Trauma / Ortopedia



Procurei por fisioterapeuta e descobri uma brasileira super gente boa que trabalha numa clínica aqui em Downtown,  quase em Chinatown.  Só que... a clínica não tem "nada demais" e cobra 60 dólares por uma seção de apenas 20 minutos!!!   Claro, depois de algumas seções, eu fucei muito a internet e descobri a melhor clínica de Vancouver, hiper bem equipada, com um fisioterapeuta  canadense que atende os melhores esquiadores profissionais e atletas de time profissional e onde a consulta dura UMA HORA (muitas vezes até mais que isso) e custa apenas 63 dólares!!!!     Ou seja... nem sempre dá para a gente prestigiar os conterrâneos, não é mesmo?  rsrs


 Na piscina tinha que descer de cadeirinha...




















Ida ao Brasil

Eu já tinha passagem comprada para ir à selva  oops..... ao Brasiu-iu-iu para atender a um importante compromisso familiar. Então.... já que estava lá....  fui numa consulta com o ortopedista que é tido como o melhor do Rio de Janeiro.
Viajando para o Brasil: Perna para o alto e gelo sem parar.  Foi horrível.
Cadeira de rodas que QUASE não entra no ELEVADOR do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. O elevador para quem sai do avião em cadeiras de rodas e precisa usar um caminho exclusivo é minimamente pequeno, uma VERGONHA existir um elevador que quase não cabe uma pessoa em cadeiras de rodas mais o rapaz da companhia aérea que empurra.  Vergonha.

Claro que no Brasiu-iu-iu eu não resisto e tiro foto do aeroporto não é mesmo?  Olhem que vergonha!!!  Tem galinheiro por aí que é mais bonito que isso. Tudo "largado", tudo maltratado.
Quem acompanha o Blog há muiiiito tempo vai lá no "search" e veja o post que eu fiz sobre o péssimo estado dos banheiros dos aeroportos brasileiros. Foi há DOIS anos atrás (ou mais), mas o banheiro continua a mesma "M". 

 Os banheiros do aeroporto do Rio continuam uma miséria. Além de não caber uma mala de rodinhas _ coisa fundamental em QUALQUER banheiro de aeroporto do planeta Terra,  existem poucos cubículos (são apenas 4 no banheiro feminino) e todos eles absolutamente IMUNDOS.   Uma vergonha. Um nojo.  Voltar ao Brasil só mesmo por uma razão familiar MUITO importante porque o descaso é de dar enjoo.

Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. Segurança? Isso parece uma FAVELA.
Voltando ao joelho....

A consulta com o Dr Luis Antonio foi excelente, ele realmente entende do riscado.  Olhou a ressonancia (eu levei o pen drive) e basicamente o que ele falou foi o seguinte:  Meu caso é extremamente complexo, porque envolveu todas as estruturas e não representa nem 3% dos casos de joelho, dada a gravidade.  Havia, segundo ele, a opção de operar (o ligamento medial + o ligamento cruzado + o menisco) mas ele não podia garantir que iria ficar tudo 100% e que, para fazer o conserto, ele teria que retirar material da minha perna boa, e que esta poderia, depois,  ficar meio "puxada" / "esticada".   Achei ele honestíssimo quando me disse:  "Sinceramente?  Eu não sei se recomendo a cirurgia ou não".  Eu ainda perguntei se fosse nele, o que ele faria e ele, claro, como cirurgião, disse que se fosse nele ele tentaria   (embora eu não tenha visto lá "grandes convicções"  quando ele falou isso rsrsrs) e terminou a consulta dizendo basicamente o mesmo que eu tinha ouvido aqui em Vancouver:  Se o menisco "travar" o joelho e eu não puder mexer a perna, é para procurar um serviço de emergência  para ter o menisco  operado  imediatamente.  E quanto aos ligamentos, se eu decidir fazer, pode ser  feito daqui a três anos, caso eu sinta necessidade, porque não muda  nada fazer "hoje" ou "daqui a três anos". Achei ele muito honesto, adorei.  Ele me  indicou uma clínica de fisioterapia para eu ir fazendo as seções enquanto estava no Brasiu-iu-iu (passamos 3 semanas lá).

Nem preciso falar para vocês que a viagem de ida e de volta foi um horror, não é?  São quase 30 horas de viagem (3 aviões) e embora eu tenha  colocado gelo o tempo inteiro a perna inchou muiiiiito.

No Rio eu ia diariamente à fisioterapia.


Retorno para Vancouver 

Voltei para Vancouver nessa  clínica de fisioterapia que é  a melhor da cidade.  Quem precisar de excelente fisioterapeuta pode me mandar email que eu indico. Não vou fazer propaganda deles aqui porque neste Blog, como todo mundo já sabe, NÃO fazemos propaganda __ nem dessas que dão dinheiro para o blogueiro__ .... Então.... propaganda grátis é que eu não vou  fazer, não é???  rsrs   Mas...  quem precisar me fale que eu indico, na boa. Ele é absolutamente ótimo.

Melhor clínica de fisioterapia de Vancouver
Continuei na fisioterapia (2 vezes por semana) e fui sentindo grande melhora. Além da fisioterapia, eu ia (ainda vou) diariamente caminhar dentro da piscina. É uma  excelente terapia para quem tem problema nas articulações.  Voltei para a YMCA, que eu não estava indo devido ao acidente e a piscina de lá é absolutamente ótima.

À medida que os exercícios na fisioterapia foram ficando mais fortes, eu tive uma recaída.

Comecei a sentir MUITA dor na parte de trás do joelho, que ficava muito roxa logo após os exercícios.  Fiquei muito desanimada, muito chateada de não me livrar das muletas e tal.  Fora a for e a tristeza de ver dias lindos pela janela e ficar deitada na cama colocando gelo (20 minutos com a perna para o alto, 4 a 5 vezes ao dia.... façam as contas e vejam que saqueira é isso....).

O fisioterapeuta me falou então, que eu estava formando um "Cisto de Baker"  (é algo com acúmulo de liquido formando uma "bola"  _ cisto _ na parte de trás do joelho).  Não preciso falar para vocês que o lance vai  piorando a cada dia,  e cada dia você está pior do que no dia anterior.

ENFIM... chegou o dia previamente marcado para a "revisão" da consulta com o ortopedista. Sorte que esse "Cisto de Baker" apareceu apenas uns 5 dias antes da consulta, então nem sofri tanto, mas poderia ter ido lá antes, caso quisesse, pois o ortopedista já tinha dito que se houvesse piora poderia ir procura–a-lo no hospital. Fui na data marcada.

Revisão da Primeira Consulta

Novamente lá fomos nós para o Vancouver General Hospital para a revisão da primeira consulta.  Fui atendida por um residente (aliás, um excelente residente) que me examinou e ouviu a ladainha toda.  Eu mostrei para ele a parte de trás do joelho e falei que o meu fisioterapeuta tinha dito que eu estava desenvolvendo um cisto de Baker e que eu estava me sentindo pior a cada dia que passava. Ele foi lá para dentro e voltou com o médico e disse que eu iria ser operada.  Fiquei MEGA feliz, porque estava na cara que do jeito que estava não ia dar para continuar.  Eu respondi "ótimo, pode ser amanhã?"   Falei isso de onda, porque sei que as cirurgias demoraram meses para acontecer.
Aguardando na sala de espera para a revisão da primeira consulta

Isso foi numa quinta feira e ele respondeu "amanhã não vai ser possível mas pode ser na segunda feira, está bom para você?"   UAU!!!!!!!!     E eu:  "é claro,  está ótimo!!!" e quase dei um beijo bem brasileiro nele!  rsrs

Eles então me falaram que iriam operar apenas o menisco e que  o ligamento medial nunca é operável porque fica bom sozinho ( aquilo que eu já tinha ouvido lá mesmo),  e que o ligamento cruzado eles operariam  futuramente, caso eu viesse a sentir grande instabilidade no joelho.
O médico disse ainda que a especialidade dele era mais com ombros, então que eu seria operada por um outro cirurgião, especialista em joelhos.

O atendimento é igual a um relógio suiço. Saí do setor de exames já com instrução para passar no setor administrativo onde uma funcionária super simpática me entregou umas folhas com todas as instruções pré-cirurgia, entre elas:

  • Ligar para o hospital na véspera da cirurgia para confirmar o horário que eu deveria chegar lá
  • Onde comprar um antibiótico em forma de lenço úmido para passar no corpo todo antes de ir para o hospital
  • Horário para a ultima alimentação em função do horário da cirurgia, etc


Dali ela me encaminhou para um outro andar onde fiz um eletro cardiograma para garantir que o coração estava "ok" para eu ser submetida a uma cirurgia.

Atendimento nota dez em todos os setores por onde passei.  Altamente profissional e super atencioso.

A véspera da cirurgia:

Liguei para o hospital e pelo sobrenome a moça rapidamente localiza o horário programado e me mandou chegar lá no dia seguinte às 9 horas.

Apreensão e otimismo.

O dia da Cirurgia

Chegamos lá cerca de meia hora antes do horário marcado e o atendimento, mais uma vez, foi muito além das expectativas. A funcionária da recepção-geral nos encaminhou para o andar da cirurgia e lá, a recepcionista do setor fez alguma perguntas de praxe e nos encaminhou para um grande salão onde ficam os pacientes nas camas, separados por umas cortinas e com uma ilha central onde estão enfermeiras e computadores.

Tudo limpíssimo, uma eficiencia incrivel. Nessa hora o marido ainda pode ficar ao lado.  A enfermeira trouxe a roupa de hospital para mim e traz também umas sacolas plásticas para guardar os pertences do paciente.  Tudo mega organizado. Ela trás  ainda uma folha cheia de etiquetas e vai colando etiqueta que contém  meu nome e nome do medico em tudo que ela encontra pela frente (minhas muletas, a tal sacola plástica, caixa do óculos, etc).  Tudo para evitar que algum pertence fique perdido e não saibam quem é o dono.

Deram alguns remédios e colocaram o soro na veia.  IMPRESSIONANTE como eles aqui são eficientes. Em TODAS as vezes em que precisaram achar minha veia no Brasiu-iu-iu disseram que eu tenho uma "veia difícil de achar", mas aqui, nos exames de sangue que fiz e nesse dia no hospital eles acham a veia em menos de 0.2 segundos e não dói NADA.   Viva o profissional bem treinado, hein?
(Essa foto eu fiz quando cheguei em casa. A minha veia "muito difícil de ser achada"  lá no Brasil é encontrada aqui em menos de meio segundo e não deixa marcas. Lá ficam catucando a vida toda e depois eu fico, invariavelmente, com um "mega" hematoma)



Uma moça da equipe do anestesista veio conversar comigo para saber se eu tenho alergias e tal e para saber se eu preferiria anestesia peridural para assisitir (IMAGINA!?!?  EU??? No thanks!) ou anestesia geral ("Sim, por favor"!!!  rsrsrs)


Aí... vem a parte mais chata de antes da cirurgia: A limpeza do nariz!!!  Não!  Não é tirar meleca!!! (rsrsrs),  é um treco azul (uma radiação) que eles colocam para evitar bactérias na narina.  É chato. Porque a enfermeira vem com um "super cotonete" e vai passando esse cotonete no buraco do nariz com essa luz azul e é MUITO chato ter alguém "catucando"  dentro do buraco do nariz. Pelo menos eu tenho uma mega-aflição e achei essa parte muito chata.  Se um dia eu precisar desse treco novamente vou pedir para eu mesma passar a tal luz (não sei se deixariam...) porque com alguém fazendo é chaaaato mesmo.

Depois que o nariz estava limpo, esperei ainda alguns minutos e o cirurgião veio se apresentar. Um senhor bem simpático e após conversar um pouco para saber detalhes e tal fez uns riscos no meu joelho.  Acho que isso é normal antes de cirurgia, para garantir que lá dentro não operem a perna errada, não é?

Depois que o médico saiu veio alguém com a maca e lá fui eu.  Dei "bye bye"  pro marido,  que nesse ponto ia ter que sair daquele salão dos pacientes e ir lá para  fora me aguardar na sala de espera. Eles são super atenciosos e disseram para ele que se quisesse ir dar uma volta poderia,  porque eu depois da cirurgia ainda iria para uma sala de repouso e que só iria reaparecer umas duas horas depois.  De qualquer forma pediram o número do telefone dele para avisarem quando eu estaria pronta para ser levada para casa.

Me empurraram por um corredor enoooorme com dezenas de salas de cirurgia à direita e à esquerda.  Antes de entrar na sala (sala número 6), a pessoa que empurrava a maca me perguntou se tinha problema ter música na sala. E eu "Oh, claro que não, música é otimo!".

Lá dentro era uma sala de cirurgia grande e uma moça que estava lá dentro me apresentou a todos que estavam lá  dizendo "esse é o anestesita, ali as assistentes, ali as instrumentadoras, e esses são residentes que vão assistir à sua cirurgia _ tinham vários, todos muito simpáticos_  e aí foram me distraindo naquele bate papo do "pensa numa praia bem bonita" e eu, com o medo que eu acho que todo mundo tem que é de começarem a cirurgia com você sem estar totalmente "apagado" respondendo "Praia não,  montanha, com muita neve e esqui e olha eu estou acord......."    e aí já era.

haha

Acordei num outro mega salão com vários pacientes que estavam vindo de cirurgias.  Lembro que eu não sentia dor nenhuma e que a vista para as montanhas do norte de Vancouver era linda.  Fiquei ali alguns minutos.  Quando uma das enfermeiras viu que eu estava acordada veio me dar uns 4 comprimidos e depois de alguns minutos me levaram de volta para o grande salão onde eu estava antes de ir para a sala de cirurgia, mas já era numa outra parte, no setor dos pacientes que estão saindo.

O cirurgião apareceu e me falou que era uma lesão muito grande no menisco e que com certeza eu me sentiria muito melhor,  mas que, caso precisasse de algo, ligasse para lá.  Marcou para eu ir vê-lo 2 semanas depois para ter os pontos retirados e fazer a revisão pós cirurgia.

O marido foi autorizado a entrar, me ajudou a sentar na cadeira de rodas que eles providenciaram,  e lá fomos nós para o taxi.

Todos super sorridentes e atenciosos. Atendimento mil vezes superior ao que já tive em internações na Clínica São Vicente e na Clínica São José no Rio.


Chegada em Casa:

Quase nenhuma dor, até porque o cirurgião avisou que ele coloca um forte anestésico lá dentro durante a cirurgia, e que o efeito iria durar umas 6 horas.  A partir daí tomar remédio para dor etc.

Antibiotico? Só tomei o que foi dado no hospital. Não foi necessário comprar nenhum.

Perna saiu do hospital assim: Com uma faixa bem bonita e muito bem colocada (enquanto eu estava sob efeito da anestesia)



Dia seguinte da cirurgia, já em casa.  Vejam que o joelho tem as iniciais do médico que me operou em pilot. Deve ser procedimento padrão do hospital para o caso do paciente voltar passando mal, etc eles já saberem qual o médico que devem contactar. 

De volta a fisioterapia:

Por recomendação do médico eu poderia voltar para a fisioterapia logo que estivesse me "sentindo em condições". Voltei dois dias depois.

Claro, o início é difícil, dói e tal mas é o jeito. Sofrer um pouco para ficar melhor depois.


Retirada dos Pontos:

Mais uma vez o atendimento excelente. Pontual, amigável e eficiente.  A enfermeira veio tirar os pontos (não doeu nada!) e o residente veio fazer as manobras na minha perna para ver como eu estava.  O médico apareceu depois, disse que eu deveria manter a fisioterapia e para voltar lá só se sentisse instabilidade no joelho, pois nesse caso eles iriam operar o ligamento cruzado. Eu perguntei à ele qual o estado do meu ligamento cruzado e ele disse que em 2 semanas já tinha operado muita genet e que ele não lembrava (rsrs, gostei da sinceridade) e ele então foi lá no computador mas eu ouvi ele murmurando com ele mesmo "duas semanas ainda não deu tempo dos dados entrarem no sistema..."  e ele voltou depois de uns  minutos  dizendo que a informação ainda não estava no sistema mas que eu poderia comentar com meu fisioterapeuta que eu tenho um ligamento cruzado "sem fibras funcionais".   Ou seja, vai depender de muito exercício para fortalecer e musculatura e o joelho poder ficar "seguro"  mesmo sem ligamentos. Ele se despediu dizendo que em principio eu não preciso mais voltar lá, mas que se sentir dor ou instabilidade, etc, não hesitar em ligar para eles e marcar uma consulta.


Fisioterapia:

Continuo na fisioterapia "direto",  aluguei uma mobile scooter durante 1 mes (já devolvi) para poder badalar pela cidade enquanto estava toda capenga.  Tenho melhorado, mas é um longo processo.
Entrando na YMCA pilotando minha poderosa mobile scooter que aluguei por um mês, O apelido dela era "Ferrari", embora não fosse vermelha.  :)

Faço os exercícios indicados pelo fisioterapeuta diariamente, são quase 2 horas de exercícios.  Caminho dentro d'água diariamente, com sol ou com chuva. Menos nos finais de semana quando a piscina fica muito cheia.

Ainda não subo escada.  Nem desço.  Só de "um em um"  (a perna boa sobe e a operada vai depois e para descer a operada desce primeiro e a perna boa vem depois). Mas é assim mesmo.

Creio que, como qualquer pessoa, tenho dias em que estou animadíssima, achando que vou ficar "zero bala"  novamente e que vou até conseguir esquiar "um dia no futuro",  e tem os dias em que eu acho que nunca mais vou conseguir andar direito, que o joelho vai continuar inchando para sempre e que eu nunca mais vou conseguir dar uma corridinha, só vou poder andar assim... devagarinho.

Mas... quando eu penso em como já estive e como estou, vejo que houve  um grande progresso. É preciso ter paciência.  Depois vou contar para vocês o lance do dono da loja onde aluguei a Scooter e também o caso da moça que conheci na clínica de fisioterapia que fez um transplante de menisco e.....  Aguardem... Depois eu conto.

A fisioterapia ajuda muiiiiito e eu recomendo a qualquer pessoa que precise de um fisioterapeuta que procure o melhor que existir.  Faz toda a diferença.

Espero que tenham gostado do enoooooorme e mega-detalhado post e que ele seja útil para quem estiver precisando de atendimento médico aqui em Vancouver.

Escrevi em homenagem a um dos meus onze leitores _ a  Ana, que  solicitou informações  pois ela será operada.  Desejo que corra tudo super bem (vai correr, você vai ver o que é profissionalismo!) e depois, se quiser, venha aqui no post e conte sua experiência.  Poderá ajudar outros leitores.

Da mesma forma, quem quiser compartilhar expediências boas ou ruins de atendimento médico, sinta-se à vontade de usar o espaço de comentários para fazer seu relato. Quanto mais coisas a gente sabe, menos inseguro a gente se sente quando alguma "M" acontece e a gente precisa adentrar as portas de "emergência" em algum hospital ou clínica.

Parece que vai dar tudo certo! Já consigo andar de bicicleta e estou me recuperando! :)

Obrigada a todos pela visita!  Cheers!    :

Update 2017:  O tempo passou e estamos mega felizes no Canadá. Criamos uma empresa de tours onde ajudamos os brasileiros a levarem memórias incríveis da melhor cidade do mundo!  Visite nossa página no Facebook (não esqueça de dar “like”) e fique por dentro das novidades https://www.facebook.com/vancouverbylocals/


20 comentários

  1. Coincidência ou não... eu sou Ana e operei meu joelho pelo mesmo problema que o seu, mas foi em outro esporte... o judô... que infelizmente tive que abandonar devido ao peso e a lesão juntos que não combinou, não satisfeita com as estripulias kkk fui descer do onibus coisa simples pra quem não tem o ligamento cruzado rompido e fui ao chão como um saquinho de %¨♥♫☼╣ e foi meu fim parar na maca da cirurgia... fui internada no Hospital Icaraí em niterói, fui bem atendida mas que demora, passei quase 5h sentada com fome tonta e largada na recepção com o meu marido, depois mais 2h de espera pela cirurgia e quanto tempo de cirurgia? 0:30min em compensação no dia seguinte estava em casa. passei uma semana de muleta e que coisa horrenda é osso viu, tive que tomar boas doses de dorflex pra aguentar a dor da muleta que era 1000x maior que a do joelho... Agora estou nessa da escada lá vai um ^^ e pra subir nem pensar =( tenho 130kg (ótimo pro judo mas péssimo pra minha saúde) vou começar a fisioterapia agora, bom saber da caminhada na agua vou começar o mais rápido possivel, já tem 21 dias da minha cirurgia e agora que o médico pediu a fisio... você pode me recomendar o seu fisio aqui no RIO? vou pra qq lugar que seja bom... depois dessa nunca mais quero cair na minha vida pq a recuperação é lenta e te deixa presa, aqui no brasil não temos praticamente nenhuma acessibilidade e quando eu precisei usar as muletas que eu percebi imagina uma pessoa na cadeira de rodas?! MUUUUUUUITO OBRIGADA PELO SEU RELATO... me deu mais um incentivo em sair correndo daqui (ou quicando) o mais rápido possível ^^

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  2. Putz! Que má sorte, hein, ter a lesão no judô e ser operada por causa da queda no onibus! Parece a estória da Canadense que eu escutei na fisioteraoia, mas o caso dela foi pior. SIga o blog para saber o próximo capítulo... rsrsrsrs A lesão inicial dela também foi com esqui e ela comentou outro dia: "pelo menos a gente tem uma estória para contar.... foi esquiando e tal... imagina que coisa se fosse uma queda na banheira... não ia ter glamour nenhum... não é?" . Achei engraçado e agora que vc falou da queda do ônibus pensei nessa estória. Sorry! Judô é bem legal, meu filho é faixa preta mas agora não tem tempo para treinar. É... perder peso com certeza vai te aliviar MUITO a articulação. Olha na ABBR pq eu sei que eles têm uma piscina para reabilitação, talvez compense vc ir até lá... Embora aí não faça frio, então, teoricamente, vc pode caminhar dentro de qualquer piscina. Pelo que me instruíram aqui, NÃO bata as pernas (tipo natação) e ande com a agua na altura do peito, colocando o calcanhar primeiro. Boa sorte!!!!!! E obrigada pela visita! Aguarde os próximos capítulos! rsrsrsrs

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    1. Já estou seguindo vocês... com certeza quero ler sobre sua recuperação! boa sorte e muitas melhoras!!!!!

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  3. Muito obg pelo post,bastante rico em detalhes e infos.
    Sorte pra vc e da proxima vez escuta o marido!

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    1. haha! Não vou nem deixar ele ler seu comentário senão ainda vou ouvir "Tá vendo??.... Mas vc é teimosa..." haha

      Abs e obrigada pela visita ao Blog! Estávamos no Hawaii dando uma espairecida, amanhã vou tirar um post novo do forno (I hope!) :)

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  4. Respostas
    1. Obrigada! Espero não ter cansado os meus 11 leitores com um post tão lingo, mas espero que possa ajudar alguém em caso de necessidade. Serve também para no futuro eu lembrar o que aconteceu com minúcia de detalhes! haha

      Abs! :)

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  5. Cecilia, que bom que você está, aos poucos, melhorando. Lembro ainda no outro blog quando você falou do seu acidente, ficamos aqui em casa tão preocupados (com você e com o sistema de saúde no Canadá, já que também pretendemos nos mudar). Super obrigado por esse post tão detalhado, obrigado mesmo!
    Pelo que eu entendi da situação na clínica com a garotinha, então você não tem seguro saúde particular, é só aquele de BC ou entendi errado? As sessões de fisioterapia você pagou todas com o seu dinheiro, o plano de BC não cobre?
    No geral, eu tenho a impressão que você foi bem atendida. Fico me perguntando sempre como seria aqui no Rio. Há um tempo tivemos uma emergência e corremos para o Barra Dor. Fomos super bem atendidos, mas demorou quase 2 horas até o plano 'aprovar' a internação, um horror. Por mais que você saiba q está tudo bem, a última coisa q alguém precisa nessa situação delicada é ficar esperando o plano dar ok.
    Boa recuperação!

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    1. Oi Thiago! Obrigada pelo carinho! Sim, estou me recuperando mas é no "devagar e sempre"....rsrsrs
      Pelo que eu entendi da garotinha, ela deve ter um seguro de viagem desses maravilhosos, já que era inglesa (pelo sotaque), então, sei lá, se sendo assim a turma quer logo operar porque sabe que vai vir uma bolada de fora.... ou então pq ela é criança e se operar rápido tem mais chance de não ter sequelas... não sei.... mas rolou um ciuminho (ninguém é perfeito, né?) de ver ela indo fazer exames complementares na mesma hora para possível cirurgia no mesmo dia e eu, ter que voltar para casa sem ressonância nem tomografia nem nada com o conselho de procurar a family doctor "nos próximos dias". Sim, a fisco pago todas, o governo dá ajuda de custo para pessoas que tem renda abaixo de um certo patamar. No nosso caso a gente não enquadra, então é do bolso mesmo. Se tivéssemos plano complementar eles cobririam creio que 10 seções, mas a gente já fez as contas e ach aque não vale a pena gastar todo mês com mais "plano complementar". A gente prefere investir o $ e pagar em caso de alguma coisa não coberta pelo governo.
      Sim, atendimento aqui milllll vezes melhor q na São Vicente e na São José em termos de profissionalismo, organização... enfim... TUDO! :)

      Abs para vcs e sucesso! :)

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  6. Muito legal ver o desfecho de sua história, obrigado por compartilhar! Tenho dupla cidadania e ano que vem vou para Calgary, abandonar navio porque Brasil infelizmente não melhora mais. Uma das coisas que me haviam deixado muito preocupado com a mudança era o sistema de saúde canadense, mas agora fiquei muito mais tranquilo.

    Abraços e continue escrevendo!

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    1. Obrigada pela visita ao Blog! Verdade, um estória com sinal quase feliz porque o joelho ainda fica inchado às vezes e para subir escadas é complicado mas dizem q a recuperação é assim mesmo... o jeito é aguardar!
      Faz muitíssimo bem em se pirulitar do Brasiu-iu-iu.... a coisa tá ficando cada vez pior, infelizmente! Em Calgary creio q vc vai ter um atendimento ainda melhor, porque lá não é nem cobrada a mensalidade do Medical Health que a gente paga aqui (60 e poucos dolares por pessoa). Dá uma pesquisada mas creio que lá é totalmente free.

      Boa sorte!!!!!

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  7. Bom dia! Eu e minha esposa iremos pra Vancouver em breve e fiquei animado com seu relato da saúde. Uma coisa que não ficou clara: vc fala dos exames que custaram CA$ 850 e etc... mas todo o restante foi gratuito (operação, anestesista, etc) ?
    Por qual e-mail posso entrar em contato?
    Grande abraço e parabéns pelo blog! Já vamos seguir!

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    1. Sim Antonio, só pagamos a ressonancia para poder agilizar, senão estaria esperando ainda na fila da ressonância. O resto foi tudo pelo sistema de saúde do governo.

      Obrigada pela visita ao blog. Desculpe a demora, estávamos viajando!

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  8. Respostas
    1. eu tinha respondido a um dos comentários aqui, então removi para ficar tudo organizado! :)

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  9. Ola. Espero que fique 100/ logo.... Como falou em fisioterapia, gostaria de uma ajuda sua, se souber. Gostaria de passar 2 anos no canada coma. Minha filha de 8 anos, que tem uma leve deficiência física. Precisa fazer Fisio e terapia Ocupacional. Pode me passar o nome desta clínica que vc fez, e sabe se existe aí alguma instituição como a nossa AACD aqui? Sei que é muito específico, mas não estou achando informações sobre isso.... Muito obrigada! ma

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    1. Olá Marcelina!
      Obrigada pela visita ao blog! Há diversas clínicas de fisioterapia, o Canadá é super bem servido nessa área. Eu fui tratada na City Sports, em downtown Vancouver, e o nome do fisioterapeura (maravilhoso) é Duane.
      O tratamento nessa clínica custa 63 dólares por seção. Quando estive no Rio (ouvindo opinião médica) paguei mais que o dobro desse valor para um fisioterapeuta metido à médico (cheio de pose...rsrsrs) e que não chega aos pés do tratamento que tive aqui,
      AACD eu não conheço o que é... Mas tenho absoluta certeza que aqui tanto as escolas, quanto os profissionais estarão preparadíssimas para cuidar da sua filha. Isso sem falar que TUDO aqui é mais fácil.... Vc acredita que na clínica "grã fina" que fui ao Rio eu tinha que ser ajudada por outras pessoas para vender 4 degraus na portaria do prédio???? Como é que pode??? Prédio com clínica de fisioterapia com DEGRAUS na portaria??? Pois é.... Aqui não existe UM ÚNICO lugar público que não tenha rampas!!!! O meu joelho já está quase bom, mas a rampa para mim ainda é muito mais fácil que escada... então eu uso as rampas para tudo!!! rsrsrss
      Vem tran-qui-la porque uma coisa é certa: Aqui ela vai ser MUITO mais bem atendida do que aí!
      Na época que vier, se for para Vancouver, entre em contato e eu ajudo no que souber!
      Abs e boa sorte!!!

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  10. Cecilia, confesso que precisei procurar um bom bocado esse post, pois só sabia da existência do outro blog RS
    Mas fico feliz que tenha dado tudo certo e ainda mais o alívio de ver que ainda da pra confiar na eficacia do sistema de saúde do Canada, mesmo com os problemas de demora da ressonância que VC.contou. adorei o post e vou passar a seguir esse.blog tbm! Um grande beijo, Tata

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  11. Obrigada pela visita Tata! Que bom que vc encontrou o post ultra-mega-gigante! haha
    Suceso para vcs!!!

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